A Guarda Civil Municipal de Itupeva, através do Coordenador de Segurança Nilson Liboni, realizou palestra informativa e preventiva com os membros do COMIDE (Conselho Municipal do Idoso) nesta quinta-feira (04/12), visando informar os membros ativos do conselho sobre os aspectos e cuidados relativos a segurança que devem ser tomados no cotidiano.
Dentro do tema abordado estavam relacionados tópicos como:
*Saidinha de banco (roubo após o saque de dinheiro dentro da agência bancária ou caixa eletrônico)
*Golpe do bilhete premiado
*Sequestro de familiares (costumeiramente realizado através de um telefonema)
O Coordenador da GCM Nilson Liboni ministrou os participantes e respondeu a muitos questionamentos levantados durante a palestra.
O GOLPE DO BILHETE PREMIADO
Este é sem dúvida um dos
golpes mais tradicionais e antigos do Brasil. Segundo algumas fontes os
primeiros casos remontam até os anos quarenta.
O roteiro clássico é o seguinte:
O golpista, com jeito de caipira pouco esperto ou de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.
As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.
Se for concurso tipo "mega sena" será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.
Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com aposta nos numeros ganhadores de um concurso anterior (veja exemplo abaixo), e um comprovante dos numeros sorteados naquele concurso, contando com a falta de atenção da vítima quanto ao número do concurso.
Em alguns casos o bilhete é forjado com o número de um bilhete que realmente ganhou, assim o documento para comprovar o sorteio não precisa ser falsificado (pode ser um jornal).
A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.
Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.
Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a "cidade grande", que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital etc...
Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como jóias etc...
Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo "premiado" !! (sic)
Existem ainda esquemas via internet e e-mail que desfrutam de princípios parecidos com verdadeiras e supostas loterias internacionais.
O roteiro clássico é o seguinte:
O golpista, com jeito de caipira pouco esperto ou de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.
As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.
Se for concurso tipo "mega sena" será mostrado um comprovante dos números sorteados (verdadeiro ou falso) e um falso bilhete com aposta nos mesmos números.
Às vezes eles apresentam um verdadeiro bilhete com aposta nos numeros ganhadores de um concurso anterior (veja exemplo abaixo), e um comprovante dos numeros sorteados naquele concurso, contando com a falta de atenção da vítima quanto ao número do concurso.
Em alguns casos o bilhete é forjado com o número de um bilhete que realmente ganhou, assim o documento para comprovar o sorteio não precisa ser falsificado (pode ser um jornal).
A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.
Em alternativa poderá apresentar a proposta como um pedido de ajuda para resolver problemas. Ajuda na qual a vítima supostamente sairia ganhando.
Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a "cidade grande", que é analfabeto, que tem alguém esperando ele, que a mãe dele está no hospital etc...
Se a vítima cair nesta conversa sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos onde o golpista, em vez de dinheiro (que pode não estar disponível na conta da vítima), aceita valores como jóias etc...
Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar que o bilhete é mesmo "premiado" !! (sic)
Existem ainda esquemas via internet e e-mail que desfrutam de princípios parecidos com verdadeiras e supostas loterias internacionais.
Exemplo de documentos usados em golpe do "Bilhete Premiado".

Notar que o número do concurso é diferente.

A SAIDINHA DE BANCO
A expressão saidinha de banco refere-se a uma modalidade de crime que consiste no assalto ou furto realizado logo após a vítima sacar uma quantia, na maior parte das vezes elevada, dos bancos e/ou caixas eletrônicos. A alta incidência desse tipo de crime fez com que ele chegasse a se tornar tema de reuniões da Federação Nacional dos Bancos (FENABAN)
O GOLPE DO SEQUESTRO
A modalidade – em que presidiários munidos de celular extorquem pessoas
de boa-fé convencendo-as de que têm em mãos seus filhos ou cônjuges.
Em 2006, só nas cidades de São Paulo, Rio, Belo
Horizonte, Porto Alegre e Brasília, quase 10.000 pessoas declararam à polícia
ter sido vítimas do golpe. Levando-se em conta que o número de casos não
registrados é até quatro vezes maior do que o de notificados – e que há
registros crescentes de ocorrências também no Ceará e na Bahia –, pode-se
concluir que o disque-seqüestro atingiu níveis epidêmicos.
Atualmente, são três as modalidades
de disque-seqüestro em circulação:
• O bandido se faz passar por
bombeiro ou policial rodoviário. Depois de "informar" a vítima sobre
a ocorrência de um acidente, sugere que uma das pessoas "gravemente
machucadas" pode ser seu parente. O golpista aproveita-se do nervosismo de
seu interlocutor para extrair dele informações como nome e características de
um filho ou cônjuge que esteja na rua àquela hora. Nesse momento, o bombeiro se
transforma em seqüestrador e passa a ameaçar a vítima.
• Ao atender o telefone, normalmente
de madrugada, a vítima ouve uma voz chorosa pedindo socorro. "Mãe" ou
"pai", diz a voz, "eles me pegaram". Em geral, a pessoa, na
tentativa de se certificar se é seu filho (ou filha) que está falando, acaba
revelando seu nome. Imediatamente, o bandido entra na linha e anuncia o
seqüestro.
• O bandido diz que foi contratado
por um inimigo da vítima para seqüestrá-la e matá-la. Em seguida, diz que,
mediante o pagamento de uma determinada quantia, pode contar-lhe quem é o
mandante do crime e desistir de cometê-lo.
Embora os roteiros inventados pelos
bandidos possam parecer pouco críveis, um surpreendente número de pessoas
termina enganado por eles.


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