A
Guarda Civil Municipal de Itupeva se deparou nesta terça-feira (05) com
duas situações em que foram feitos contatos por telefone, que
informavam que um membro da família havia sido seqüestrado e queriam
determinado valor depositado em conta para que fossem liberados.
A primeira família vítima dos marginais é do bairro Jardim Vitória, cujo telefonema informava a mãe, que sua filha estava em poder de uma quadrilha e que seria liberta mediante depósito em conta corrente. Funcionário do mercado em que a vítima pretendia utilizar para realizar o pagamento, percebeu seu nervosismo e acionou a GCM.
Logo depois, sua filha foi localizada no trabalho e foi constatado que se tratava de extorsão. A senhora passou mal e foi conduzida a unidade de saúde do mesmo bairro, e após medicada, foi liberada.
O segundo caso ocorreu no bairro São João, cujas alegações eram as mesmas: dinheiro em troca da liberdade. A GCM também foi acionada e impediu que o depósito do valor extorquido fosse depositado em uma lotérica. A suposta vítima de seqüestro também foi localizada e não sabia do que estava ocorrendo.
Houve um terceiro caso, atendido pela PM, que também impediu que a vítima fizesse o pagamento do falso seqüestro.
Algumas orientações da Guarda Civil de Itupeva:
Nunca atenda ligações a cobrar de desconhecidos. Nem polícia, nem bombeiros avisam sobre acidentes. Esse procedimento cabe sempre ao hospital que recebe a vítima.
Não ajude o bandido, cuidado com suas respostas, elas podem ajudar o bandido dando-lhe informações. Ex: Sua filha sofreu um acidente? R: A Fernanda?... Em nenhuma hipótese revele nomes de parentes a desconhecidos ao telefone.
Tire os adesivos dos carros: escola ou faculdade onde estuda, academias onde malha, retire todos esses adesivos.
Cuidado com as informações passadas pelo Orkut/Facebook. Alerte seus filhos, usuários mais comuns.
Oriente os idosos: Pela sua vulnerabilidade, podem ser vítimas mais fáceis desses golpes ao prolongar conversas e dando informações.
Pare para raciocinar: Fique calmo, não entre em pânico. A situação é difícil, mas tente de alguma forma checar se a informação é verdadeira.
Desobedeça ao bandido: Ligue para o suposto sequestrado, ainda que o bandido diga para não fazê-lo. Se conseguir contato, o caso está resolvido. Senão, tente um amigo ou parente dele.
Duvide do choro das vítimas: Apelos chorosos de vítimas sequestradas têm sido frequentes e abalam a família. Raramente sequestradores de verdade telefonam do mesmo lugar em que está a vítima, pelo mesmo motivo do rastreamento e da localização do cativeiro.
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