quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ministério Público apura ação da GM em Vinhedo


A crise institucional envolvendo o comando da Polícia Militar (PM) e as guardas municipais de Valinhos e Vinhedo, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), ganhou um novo episódio após três meses do fim da polêmica. O Ministério Público (MP) de Vinhedo anunciou que vai investigar, além da atuação da Guarda Municipal (GM), uma possível omissão do Estado na prestação de serviço de segurança pública na cidade, principalmente no que diz respeito ao desaparelhamento da estrutura humana e material da PM local. O objetivo é identificar gargalos que possam ter contribuído para as ações da GM.

Para a investigação, o promotor Osias Daudt considerou expressivo o número de flagrantes realizados pela GM de Vinhedo, o que, segundo ele, demonstra que a PM não atende a necessidade de segurança no município. De acordo com dados da Prefeitura, 72% das ocorrências policiais são registradas por guardas. Além disso, ele solicitou ao comando policial o número do efetivo total de PMs e viaturas em condições de uso na cidade, além da quantidade de flagrantes realizados em 2009. Segundo dados extra-oficiais, a PM tem 45 homens e dez carros na cidade, enquanto a GM, 104 homens e 29 viaturas.

A crise institucional teve sua origem na operação simultânea realizada em novembro do ano passado, entre os municípios de Itatiba, Valinhos e Vinhedo, para averiguar a procedência de veículos que passavam pelos acessos às cidades. Segundo o comando da PM, as guardas não tinham competência para fazer a operação, que consistia na abordagem a motoristas, análise dos documentos do veículo e revista para identificar o tráfico de drogas. Por isso, o comando elaborou denúncias aos MPs pedindo investigação sobre o caso. O inquérito em Vinhedo foi instaurado no mês passado.



 
Fonte: Venceslau Borlina Filho 
Agência Anhanguera de Notícias

16/06/2010 - 09h11 . Atualizada em 16/06/2010 - 09h42